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    CARDIOLOGIA DE INTERVENÇÃOMINIMAMENTE INVASIVA
Cardiologia deIntervenção

Cardiologia de Intervenção

A Cardiologia de Intervenção é um ramo da Cardiologia que realiza estudos das válvulas, músculos e artérias do coração através de procedimentos minimamente invasivos que são feitos por cateteres. As intervenções são feitas em Centros de Hemodinâmica, que utilizam aparelhos especiais para geração de imagens e monitorização do paciente.

Cateterismo eAngioplastia (STENTS)

O Cateterismo Cardíaco é um exame realizado em Centros de Hemodinâmica, utilizando técnicas minimamente invasivas e equipamentos médicos capazes de gerar imagens precisas da estrutura cardíaca. O Cateterismo é o fundamental para identificar a presença, localização e tamanho das obstruções nas artérias coronárias.

A Angioplastia Coronária é o procedimento pelo qual é restabelecido o fluxo sanguíneo nas artérias coronárias e poderá ser realizada utilizando o cateter balão ou pela colocação de Stents.
Com um formato que lembra raízes de uma árvore, as artérias coronárias são os maiores vasos do coração. Elas se ramificam a partir da aorta e a sua função principal é levar sangue, rico em oxigênio e nutrientes ao miocárdio, que é músculo cardíaco capaz de se contrair e relaxar, realizando o batimento do coração.

A Doença Arterial Coronária ou DAC, ocorre quando há diminuição ou interrupção do fluxo sanguíneo das coronárias e é uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos. As obstruções ou isquemias que ocorrem nas coronárias são causadas geralmente pela formação de placas ateroscleróticas, que contém colesterol e outras substâncias na sua composição.

O aumento do colesterol está diretamente associado às dietas ricas em gordura, tabagismo, diabetes e obesidade. O risco aumenta com a idade. A Doença Coronária tem surgimento e desenvolvimento silenciosos. Quando se torna percetível, geralmente o risco de um enfarte é grande.

Os principais sintomas de um enfarte são:

  • Dores ou sensação de “aperto” no peito.
  • Dores irradiadas nas costas
  • Dores na mandíbula
  • Falta de ar e cansaço
  • Náuseas e sensação de ardor no estômago

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O médico indicará uma série de exames para determinar se há indícios de isquemia coronária. Se a resposta for positiva, o paciente será submetido a um Cateterismo Cardíaco.

Será feita uma pequena punção no pulso, antebraço ou na artéria na virilha por onde um fino cateter será introduzido até o coração. Através deste exame é possível verificar a existência de isquemia, avaliar seu tamanho e o grau de obstrução que a sua presença causa. No mesmo procedimento são avaliados o músculo cardíaco, as válvulas e a aorta, além da realização de angiografias, quando necessário.

As obstruções leves são tratadas com medicamentos e alterações na dieta alimentar, de forma a baixar o colesterol. São consideradas como importantes as obstruções que comprometem 70% do fluxo sanguíneo em determinado ponto ou pontos das coronárias e aquelas que bloqueiam mais de 80% da passagem de sangue são consideradas como graves.

Nos casos considerados graves é preciso que se faça uma intervenção para desobstrução e restabelecimento da circulação sanguínea, evitando assim o Enfarte Agudo, que ocorre quando o miocárdio não recebe a quantidade necessária de oxigênio e nutrientes para manter o bombeamento sanguíneo.

O paciente será submetido então à Angioplastia Coronária, onde o cardiologista de intervenção utilizará a mesma técnica do cateterismo cardíaco, porém poderá utilizar um pequeno balão para dilatar uma artéria obstruída ou disponibilizar uma pequena prótese para expandir as paredes da coronária. Essa prótese é chamada de Stent que pode ser metálica ou de polímero (Stent bioabsorvível), envolvida ou não em medicamentos (Stent farmacológico)

A Angioplastia é um procedimento consagrado e amplamente utilizado para salvar pacientes vítimas do Enfarte Agudo do Miocárdio. Além disso é uma opção às cirurgias de revascularização cujo tamanho das incisões variam entre 15 e 30 centímetros e pós-operatório que requer cuidados especiais.

É um procedimento seguro, a sua duração é de aproximadamente duas horas e os pacientes em 24-48 horas podem voltar para casa na maioria dos casos. Não requer grandes cuidados, o risco de infeção é baixo e a recuperação dos pacientes é mais rápida.

TAVI, Válvulasaórticas percutâneas

TAVI ou Implante Transcateter da Válvula Aórtica é uma técnica de substituição valvular para tratamento da Estenose Aórtica em pacientes que possuem contraindicação ou apresentam alto risco para realização da cirurgia convencional.

O nosso coração possui quatro válvulas com funções e localizações diferentes. Na parte superior temos um par de válvulas que controla o fluxo de sangue das aurículas para os ventrículos e na parte inferior temos mais um par que é responsável por controlar o curso sanguíneo para os pulmões e corpo.

Entre o ventrículo esquerdo e a aorta temos a válvula aórtica, que durante o batimento cardíaco se abre para distribuir o sangue e no relaxamento, se fecha para evitar o refluxo no ventrículo. Na parte superior da válvula encontram-se três cúspides, que têm o formato de folhas e são responsáveis pelos movimentos de abertura e fecho.

A maior parte das doenças cardíacas valvulares ocorrem pelo enrijecimento ou calcificação das cúspides. Com o passar dos anos, cristais de cálcio encontrados no organismo depositam-se na parede muscular, provocando rigidez. Este processo explica a predominância dos casos em pacientes idosos. Quando ocorre em jovens, a causa pode ser um problema congênito ou resultado de doenças reumáticas.

A Estenose Aórtica ocorre quando as cúspides ficam mais rígidas, diminuindo a largura da passagem do fluxo sanguíneo. A Regurgitação aórtica acontece quando as cúspides não se fecham totalmente, permitindo o refluxo para o ventrículo.

Para compensar a diminuição do fornecimento de sangue que ocorre com a estenose e regurgitação, o coração precisa trabalhar mais. Este esforço extra faz com que o músculo da parede do ventrículo fique mais rígido e necessite de mais sangue das coronárias. Quando o fornecimento de sangue não é suficiente para o correto funcionamento do coração, ocorre a Insuficiência Cardíaca.

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Os principais sintomas são:

  • Dor no peito (angina).
  • Desmaios
  • Palpitações.
  • Falta de ar, tonturas e cansaço
  • Desmaios
  • Tornozelos inchados, devido a retenção de líquidos.
O diagnóstico é feito primeiramente durante a consulta pela auscultação do coração. A confirmação dá-se com a realização de exames como o ecocardiograma e o Cateterismo cardíaco é feito para fornecer informações adicionais sobre a função ventricular.

O tratamento indicado para Estenose e Regurgitação Aórtica é a realização de uma cirurgia de peito aberto, onde a válvula antiga será substituída por uma nova. Algumas vezes, porém, a condição do paciente se deteriora rapidamente e estão muito fragilizados ou apresentam outras condições que tornam o risco cirúrgico extremamente alto. Para estes casos a indicação é o Implante Transcateter da Válvula Aórtica ou TAVI.

Todos os doentes são discutidos numa reunião de Heart Team em que cardiologistas de Intervenção e cirurgiões cardíacos avaliam cada doente para decidir qual será a melhor abordagem para ele e qual a forma menos invasiva para ter uma recuperação mais rápida.

Durante a TAVI, um cateter é introduzido através de uma pequena punção na artéria femoral da virilha. Na ponta do cateter, há um pequeno balão que será guiado até o coração. Chegando na parte inferior, é feita a insuflação, criando assim espaço para a troca. Uma válvula biológica com um stent é colocada em outro cateter e é posicionada sobre a antiga. Após a sobreposição, a nova válvula começará a funcionar imediatamente, permitindo que os movimentos de abertura e fechamento sejam realizados em sua completude.

O paciente tem um ganho hemodinâmico rápido, o tempo de internamento é curto e as intercorrências são raras. Devido ao pequeno tamanho dos cortes, o tempo que o paciente permanece acamado é relativamente pequeno, evitando complicações.

Encerramento doApêndice Auricular Esquerdo

As arritmias cardíacas são distúrbios dos batimentos cardíacos. Entre os tipos de arritmia cardíaca, a mais comum é a Fibrilhação Auricular, e é também a que mais tem crescido nos últimos anos, já que uma das suas causas é o envelhecimento e a esperança de vida da população que aumentou. O paciente geralmente relata ao médico a sensação de que o coração está acelerado, sem que tenha sido submetido a nenhum esforço físico.

A Fibrilhação Auricular acontece quando surgem na aurícula, um ou mais pontos que disparam impulsos elétricos e que fazem os músculos auriculares se contraírem. Com as contrações, o sangue não é bombeado de forma eficaz para o ventrículo e acaba ficar preso no apêndice auricular esquerdo, formando coágulos.

Quando a Fibrilhação Auricular não é corretamente tratada ou não é diagnosticada a tempo, estes coágulos podem ser libertados na corrente sanguínea e formar tromboses, que são obstruções nos vasos sanguíneos. Uma das consequências deste processo é o temido AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Este tipo de arritmia é tratado com medicamentos anticoagulantes. Porém, alguns pacientes podem apresentar sangramento excessivo e tem que ser submetidos a exames constantes, além de apresentarem outras contraindicações.

O Encerramento do Apêndice Auricular Esquerdo é um procedimento médico, feito através de técnicas minimamente invasivas e é resultado de amplos estudos realizados nos principais centros cardiológicos reconhecidos internacionalmente por sua excelência e pesquisa. Através do desenvolvimento de técnicas e materiais específicos, representa o que há de mais moderno e inovador no tratamento da Fibrilhação Auricular.

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Durante este procedimento é feita a oclusão desta área através da colocação de uma prótese em sua abertura. A indicação deste procedimento é feita pelo médico levando em conta aspectos físicos do paciente e evolução do tratamento medicamentoso, já que é uma opção para aqueles que apresentam complicações com as abordagens tradicionais.

As principais vantagens deste procedimento são:

  • Procedimento minimamente invasivo.
  • Recuperação rápida e retorno às atividades diárias.
  • Diminuição em até 85% das probabilidades de ocorrência de AVC.
  • Fim do uso de medicamentos e de exames constantes para verificação do fator de coagulação.
  • Diminuição dos riscos de hemorragias causadas pelo uso de medicamentos anticoagulantes.
Na Fibrilhação Auricular, a maioria dos coágulos formam-se no AAE (Apêndice Auricular Esquerdo), que se assemelha a uma pequena bolsa. Com duração média de duas horas, o encerramento ou oclusão é feito através de uma punção femoral, onde um cateter é direcionado até à entrada do AAE. Um dispositivo é então instalado, impedindo assim que os coágulos já existentes ou que venham a formar-se nesta região sejam libertados na corrente sanguínea.

Como o procedimento é feito através de técnicas minimamente invasivas, a recuperação é rápida. O paciente permanece no hospital durante 24 horas. Após a liberação, deverá seguir uma série de recomendações médicas e realizar alguns exames periodicamente para verificar a evolução do seu tratamento

O Mitraclip, é um procedimento não cirúrgico que utiliza técnicas minimamente invasivas para corrigir a Insuficiência da Válvula Mitral, que é uma das principais causas da morte súbita. É uma opção segura, com resultados igualmente positivos aos obtidos pela cirurgia convencional e é indicado para pacientes que não podem ser submetidos ao procedimento cirúrgico e que cujo tratamento fica restrito ao uso de medicamentos, que atenuam os sintomas, mas não tem efeito sobre a causa da doença.

A válvula mitral tem entre 8 e 10 centímetros de diâmetro e está posicionada entre o ventrículo e aurícula esquerda. Sua principal função é a comunicação entre os dois, assim, ela abre-se para permitir que o sangue da aurícula esquerda encha o ventrículo esquerdo e fecha-se quando o ventrículo esquerdo se contrai para bombear sangue para a aorta.

Vários fatores como idade, febre reumática, degeneração mixomatosa (aumento das partes da válvula) e infeções causadas por estreptococos podem fazer com que a válvula mitral perca a capacidade de controlar adequadamente o seu encerramento, o que gera um refluxo, ou seja, o sangue retorna para o ventrículo.

O grau de insuficiência da válvula mitral variará de leve a severo, de acordo com a capacidade de encerramento valvular. Com o passar do tempo, o ventrículo aumentará de tamanho para suportar o fluxo maior de sangue que ele recebe. Este crescimento criará uma pressão maior não só nesta região, mas também no pulmão.

Os principais sintomas da Insuficiência Mitral são:

  • Falta de ar
  • Inchaço nos pés e tornozelos
  • Tosse noturna
  • Palpitações
  • Fibrilhação auricular
  • Coração dilatado

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O diagnóstico é feito através da auscultação cardíaca, onde o médico identifica um som específico, também chamado de murmúrio ou sopro. O ecocardiograma é um dos recursos utilizados para analisar os movimentos da válvula mitral através do doppler colorido. O cateterismo cardíaco verificará o funcionamento do ventrículo além de identificar se há presença de doença coronariana agravando o quadro.

A cirurgia convencional, com abertura do peito, ou por técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, paralisação temporária do coração para instalação do circuito de circulação extracorpórea e substituição ou reparação da válvula é o tratamento mais indicado. Alguns pacientes, porém, não podem ser submetidos a esta cirurgia, pelo alto grau de risco. Nestes casos, de acordo com a avaliação e recomendação médica, o Mitraclip é o procedimento indicado.

Esta técnica permite que um grampo, desenvolvido especialmente para a válvula mitral, possa ser levado até o coração do paciente por um cateter. Ao chegar sobre a válvula mitral, ele unirá pela parte inferior as duas valvas, permitindo que o refluxo sanguíneo para o ventrículo diminua ou mesmo cesse por completo imediatamente. Pacientes submetidos ao Mitraclip ficam internados de dois a três dias e recebem uma série de instruções por ocasião da alta limitação funcional.

A recuperação é bem rápida e o retorno às atividades diárias poderá ser feito em sete dias. O paciente perceberá rapidamente a melhora na sua qualidade de vida, sentindo que tem mais resistência para caminhadas e exercício físico. Observa-se também que após o Mitraclip, o coração gradualmente voltará ao seu tamanho normal.

TratamentoFibrilhação Auricular

A Ablação Cardíaca é um tratamento definitivo para arritmias cardíacas, em especial a Fibrilhação Auricular (FA). Duas técnicas podem ser usadas a critério do médico. A primeira é a Radiofrequência, que usa uma corrente alternada de energia que gera calor. A Crioablação utiliza um dispositivo que produz frio intenso. O objetivo das duas abordagens é isolar pontos ou cauterizar tecidos responsáveis pela aceleração dos batimentos cardíacos.

As arritmias cardíacas são distúrbios dos batimentos cardíacos, que podem ser irregulares, lentos ou rápidos. Entre os tipos de arritmia cardíaca, a mais comum é a Fibrilhação Auricular (FA), A frequência normal de batimentos cardíacos num adulto pode variar entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm). Durante um episódio de FA, a frequência cardíaca pode alcançar 600 bpm.

A Fibrilhação Auricular acontece quando um ou mais pontos disparam impulsos elétricos que fazem os músculos auriculares se contraírem. Com as contrações, o sangue não é bombeado de forma eficaz para o ventrículo e ele acaba ficando preso no apêndice esquerdo, formando coágulos. Estes coágulos podem ser liberados na corrente sanguínea e formar trombos, que são obstruções nos vasos sanguíneos. Uma das consequências deste processo é o temido AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Este tipo de arritmia é tratada com medicamentos anticoagulantes. Porém, alguns pacientes podem apresentar sangramento excessivo e tem que ser submetidos a exames de constatação, além de apresentarem outras contraindicações.

Os principais sintomas da Fibrilhação Auricular são:

  • Palpitação.
  • Tonturas.
  • Dor no peito.
  • Cansaço.
  • Falta de ar.
  • Desmaios.

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A Ablação Cardíaca é feita em centros de Hemodinâmica, onde há equipamentos avançados de geração de imagem e outros que permitem a monitorização da pressão arterial, temperatura e batimentos cardíacos.

Primeiramente, será feito um Estudo Eletrofisiológico cujo objetivo é mapear os pontos que produzem impulsos elétricos irregulares. Nesta etapa, um cateter será inserido no seu corpo através de uma punção que poderá ser feita na artéria femoral. Em alguns casos, o acesso poderá ser feito pelo braço, peito ou pescoço. O médico guiará este cateter até a Aurícula Esquerda, para identificação dos pontos.

Após o mapeamento, é feita a Ablação. O cateter será substituído por outro com um pequeno dispositivo que emitirá pulsos ou frio intenso para isolar ou cauterizar tecidos e vasos responsáveis pela arritmia. O tempo de duração é de aproximadamente 4 horas. Geralmente, as veias pulmonares são isoladas.

O paciente poderá ficar internado em observação por 24 horas. Antes da alta médica, receberá uma série de instruções detalhando os cuidados que deverá observar no período pós-intervenção, que geralmente é de sete (07) dias. Após este período, pode prosseguir com a sua rotina diária.

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