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    CIRURGIA CARDIACAMINIMAMENTE INVASIVA
CirurgiaCardiaca

Cirurgia Cardiaca

O desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas está a transformar esta especialidade. A prática de pequenas incisões no tórax facilitam o acesso a regiões que antes eram alcançadas através de procedimentos de grande porte. Aparelhos capazes de gerar imagens em alta resolução e em 3D, instrumentos feitos com novos materiais que oferecem maior alcance e flexibilidade, tecnologias avançadas e profissionais altamente especializados permitem reduzir incisões, riscos, dores e intercorrências. A recuperação do paciente é mais rápida, as cicatrizes são menores, mas o maior ganho é a recuperação da qualidade de vida.

Cirurgia Cardiaca

O desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas está a transformar esta especialidade. A prática de pequenas incisões no tórax facilitam o acesso a regiões que antes eram alcançadas através de procedimentos de grande porte. Aparelhos capazes de gerar imagens em alta resolução e em 3D, instrumentos feitos com novos materiais que oferecem maior alcance e flexibilidade, tecnologias avançadas e profissionais altamente especializados permitem reduzir incisões, riscos, dores e intercorrências. A recuperação do paciente é mais rápida, as cicatrizes são menores, mas o maior ganho é a recuperação da qualidade de vida.

Cirurgia minimamente invasiva
Substituição daválvula aórtica

A substituição da válvula aórtica feita através de procedimentos minimamente invasivos é indicada para pacientes sintomáticos ou portadores de estenose ou regurgitação severa da válvula aórtica. É recomendada também para pacientes que têm contraindicações para a TAVI.

A válvula aórtica situa-se entre o ventrículo esquerdo e a aorta. Durante o batimento cardíaco, abre-se para distribuir o sangue, que é bombeado através da aorta para todo nosso corpo. Quando ocorre o relaxamento, ela fecha-se para evitar o refluxo no ventrículo. Na parte superior da válvula encontram-se três cúspides, que tem o formato de folhas e são responsáveis pelos movimentos de abertura e fecho.

A maior parte das doenças cardíacas valvulares ocorrem pelo enrijecimento ou calcificação das cúspides. Com o passar dos anos, cristais de cálcio encontrados no organismo depositam-se na parede muscular, provocando rigidez.

A Estenose Aórtica ocorre quando as cúspides ficam mais rígidas, o que as impede de se abrirem totalmente para a passagem do fluxo sanguíneo. Com uma abertura menor, o coração precisa esforçar-se mais para manter o bombeamento. A Regurgitação aórtica acontece quando as cúspides não se fecham totalmente, permitindo o refluxo para o ventrículo.

Para compensar a diminuição do fornecimento de sangue que ocorre com a estenose e regurgitação, o coração precisa trabalhar mais. Este esforço extra faz com que o músculo da parede do ventrículo fique mais rígido e necessite de mais sangue das coronárias. Quando o fornecimento de sangue não é suficiente para o correto funcionamento do coração, ocorre a Insuficiência Cardíaca.

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Os principais sintomas são:

  • Dor no peito (angina).
  • Desmaios
  • Palpitações.
  • Falta de ar, tonturas e cansaço
  • Desmaios
  • Tornozelos inchados, devido a retenção de líquidos.
O diagnóstico da Estenose ou Regurgitação é feito primeiramente durante a consulta pela auscultação do coração. A confirmação dá-se com a realização de exames como o ecocardiograma e o Cateterismo cardíaco é feito para fornecer informações adicionais sobre a função ventricular.

A substituição da válvula aórtica empregando técnicas minimamente invasivas é feita através de uma incisão de 6 a 8 com no esterno, que é um osso do tórax. Na cirurgia convencional, o tamanho da incisão varia entre 15 a 30 cm. O paciente será conetado a um equipamento de circulação extracorpórea, que fará a oxigenação do sangue e o devolverá para o paciente. A válvula calcificada é então retirada e substituída por uma nova, que poderá ser metálica ou biológica.

A abordagem minimamente invasiva para a substituição da válvula aórtica é utilizada há mais de 20 anos e os resultados finais são tão positivos como os obtidos através da cirurgia de peito aberto. Os benefícios, porém, são maiores, já que as incisões são pequenas, o risco de hemorragias e infecções é bem menor. Com menos dor é mais fácil para o paciente fazer os exercícios necessários para sua recuperação no período pós-operatório.

A rápida melhora e fácil adaptação às rotinas diárias são extremamente importantes para que o paciente volte a exercer atividades que antes estavam restritas devido a sua condição médica.

Reparação ou substituição daválvula mitral

A reparação da válvula mitral, a chamada Plastia Mitral, é uma cirurgia feita para corrigir a estenose ou a regurgitação desta válvula e recomenda-se que o paciente seja submetido a este procedimento antes que comece a apresentar sintomas. É uma forma de resguardar a função cardíaca e impedir o avanço da doença.

A substituição da válvula mitral é uma cirurgia indicada para pacientes com grau elevado de regurgitação e estenose valvular. Na substituição, será colocada uma prótese no local, que pode ser metálica ou biológica.
A Plastia valvular mitral consiste na reparação da válvula com diferentes técnicas que permitem preservar o aparelho sub-valvular e tem melhor resultado a longo prazo. Normalmente é implantado um anel protésicopara manter a geometria da válvula mitral.

A válvula mitral está posicionada entre o ventrículo e aurícula esquerda. A sua principal função é a comunicação entre os dois, assim, a válvula abre-se para permitir que o sangue da aurícula esquerda encha o ventrículo esquerdo e se feche quando o ventrículo esquerdo se contraí para bombear sangue para a aorta.

Com o passar do tempo pode ocorrer a estenose da válvula mitral por calcificação. Os folhetos, que se encontram na parte superior não têm mais flexibilidade para se abrir totalmente, permitindo a passagem do fluxo sanguíneo. Com uma abertura menor, o coração tem que se esforçar mais para bombear sangue. A febre reumática também é um fator de risco para sofrer de doença valvular mitral.

A regurgitação da válvula mitral ocorre quando o sangue retorna para a aurícula esquerda porque a válvula não controla corretamente seu fecho. As principais causas são a idade, febre reumática, degeneração mixomatosa (aumento das partes da válvula) e infecções causadas por estreptococos.

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O funcionamento insuficiente da válvula mitral tanto por regurgitação como pela estenose pode levar à Insuficiência Cardíaca e à morte súbita.

Os principais sintomas são da Insuficiência cardíaca são:

  • Falta de ar
  • Inchaço nos pés e tornozelos
  • Tosse noturna
  • Palpitações
  • Fibrilhação auricular
  • Coração dilatado
  • Edema pulmonar
O diagnóstico é feito através da auscultação cardíaca, onde o médico identifica um som específico, também chamado de murmúrio ou sopro. O ecocardiograma é um dos recursos utilizados para analisar os movimentos da válvula mitral através do doppler colorido. O cateterismo cardíaco verificará o funcionamento do ventrículo além de identificar se há presença de doença coronária agravando o quadro.

A cirurgia de reparação da válvula mitral é feita através de pequenas incisões entre as costelas do paciente e utilizará o endoscópio equipado com câmeras de alta definição para ampliar o campo de visão do cirurgião. Dependendo da origem do problema valvular, um anel poderá ser usado para reforçar a base da válvula ou será feita a remoção dos tecidos fibrosos que se formam na parte inferior da válvula mitral.

A cirurgia de substituição da válvula mitral (MIVS) utilizará uma prótese, que pode ser biológica ou mecânica. A prótese biológica precisará ser trocada após determinado período de tempo e a mecânica requer que o paciente faça uso de medicamentos anticoagulantes. A escolha do tipo de prótese leva em conta o risco cirúrgico, presença de outras doenças e idade do paciente.

A opção entre reparo e substituição será feita de acordo com a análise cuidadosa de fatores como a evolução da doença, apresentação de sintomas, comprometimento de outros órgãos, presença de outras doenças e idade do paciente. Hoje em dia a reparação da válvula é realizada em 85% dos doentes.

O uso de técnicas minimamente invasivas proporciona a diminuição dos riscos de infeção, menor tempo de permanência no hospital, menos dor e rápida recuperação. Os resultados são tão positivos quanto os alcançados com as cirurgias tradicionais, porém com retorno mais rápido às atividades diárias e sem as limitações que a doença valvular impõe.

CirurgiaCoronária

A MIDCAB (Minamilly Invasive Direct Coronary Artery Bypass) ou MICS CABG é uma cirurgia que utiliza técnicas minimamente invasivas para revascularizar uma parte das coronárias em que há uma obstrução (estenose) do fluxo sanguíneo.

As artérias coronárias são os maiores vasos do coração. Ramificam-se a partir da aorta e dividem-se em Esquerda e Direita e a sua principal função é levar sangue, rico em oxigênio e nutrientes ao miocárdio, que é o músculo cardíaco capaz de contrair e relaxar, realizando o batimento cardíaco.

A Doença Coronária ou DAC, ocorre quando há diminuição ou interrupção do fluxo sanguíneo das coronárias e é uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos. As obstruções ou isquemias são originadas geralmente pela formação de placas ateroscleróticas, que contém colesterol e outras substâncias em sua composição.

A Doença Coronária tem surgimento e desenvolvimento silenciosos. Quando se torna perceptível, geralmente o risco de um infarto é grande.

Os principais sintomas de um enfarte são:

  • Dores ou sensação de “aperto” no peito.
  • Dores irradiadas nos braços e costas
  • Dores na mandíbula
  • Falta de ar e cansaço
  • Náuseas e sensação de ardor no estômago
O tratamento de pequenas lesões é feito com medicamentos. Para as lesões maiores ou múltiplas e quando não é viável o uso de stents, a única solução é a cirurgia de peito aberto.

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Este procedimento é feito a partir de uma incisão de 15 a 30 cm no tórax do paciente, a esternotomia mediana. Novos caminhos ou “pontes” são criados, o que é conhecido como Bypass aorto-coronário, já que os antigos estão obstruídos. Para isso são utilizados enxertos, utilizando-se pequenas partes das artérias mamárias internas ou da veia safena, que é retirada da perna por uma segunda incisão.

A MIDCAB é uma alternativa empregue com sucesso em substituição à cirurgia convencional. O tamanho da incisão (toracoscopia) varia entre 6 a 8 cm e câmeras de alta resolução que geram imagens em 3D e são utilizadas para proporcionar ampla visão do local ao cirurgião. Normalmente, não há necessidade de instalação do equipamento de circulação extracorpórea.

O risco de perda de sangue é reduzido, a possibilidade de desenvolvimento de infeção é mínima e a retirada de material para confecção das pontes é feita também por técnicas minimamente invasivas, o que diminui a dor sensivelmente.

Durante o período de internamento após a cirurgia, o paciente vai ser avaliado constantemente de forma a prevenir qualquer intercorrência médica. O tempo de permanência é menor do que o da cirurgia convencional e o retorno à rotina e atividades diárias é significativamente mais rápido.

É uma técnica que está a conquistar médicos e pacientes por todo o mundo, pela segurança e resultados extremamente positivos alcançados. Os pacientes que possuem risco cirúrgico alto passam a ter uma opção segura de tratamento. Mas o maior benefício que a MIDCAB oferece é ter novamente uma vida saudável.

Tratamento endoscópico dafibrilhação auricular

O Tratamento endoscópico da fibrilhação auricular ou Ablação Híbrida é uma cirurgia para tratamento da Fibrilhação Auricular em grau severo. É recomendado para pacientes que apresentam episódios frequentes de arritmia onde a ablação convencional e o uso de medicamentos não são eficazes para controlar ou fazer cessar estas ocorrências.

Os principais sintomas da Fibrilhação Auricular são:

  • Palpitação
  • Tonturas
  • Dor no peito
  • Cansaço
  • Falta de ar
  • Desmaios
O Tratamento endoscópico da fibrilhação auricular é feito através de procedimentos minimamente invasivos em centros de cirurgia cardíaca. Na primeira etapa do procedimento é feito um mapeamento dos pontos de geração dos impulsos elétricos regulares e irregulares. Este mapeamento também é chamado de Estudo Eletrofisiológico.

Após a identificação dos pontos, um cateter com uma pequena câmera na sua extremidade é introduzido na artéria femoral e é guiado até a aurícula esquerda. Outro cateter com dispositivos de geração de radiofrequência, laser ou frio intenso será introduzido através de pequenas incisões feitas entre as costelas do paciente.

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O cirurgião criará pequenas cicatrizes que servirão como barreiras ou desvios que impedirão o caminho dos impulsos elétricos aleatórios. Algumas vezes, o estudo eletrofisiológico demonstra que há pontos irregulares que estão próximos às veias pulmonares. Nestes casos, é feito o isolamento elétrico do par ou de apenas uma das veias.

O tempo de permanência no hospital será de dois a três dias. Como as incisões são pequenas, o risco de infeções e hemorragias é mínimo. O médico prescreverá uma série de instruções que o paciente deverá seguir após a alta hospitalar. O retorno às atividades diárias ocorre em sete dias.

Estudos médicos1,2 recentes, publicados nos Estados Unidos e Europa, feitos a partir da recolha de dados obtidos durante o acompanhamento de pacientes submetidos ao Tratamento Endoscópico da Fibrilhação Auricular há mais de três anos, confirmam o sucesso deste procedimento. Os pacientes ficam livres do uso de medicamentos e dos internamentos clínicos para controle dos episódios, podendo voltar a praticar atividades físicas e aproveitar a vida com plenitude.

REFERÊNCIAS

  1. Maesen B, Pison L, Vroomen M, Luermans JG, Vernooy K, Maessen JG et al. Three-year follow-up of hybrid ablation for atrial fibrillation. Eur J Cardiothorac Surg 2018;53:i26–i32.
  2. Hyung Gon Je, Deborah J. Shuman, Niv Ad; A systematic review of minimally invasive surgical treatment for atrial fibrillation: a comparison of the Cox-Maze procedure, beating-heart epicardial ablation, and the hybrid procedure on safety and efficacy, European Journal of Cardio-Thoracic Surgery, Volume 48, Issue 4, 1 October 2015, Pages 531–541

Tratamento endoscópico paraencerramento da auricula

O Tratamento endoscópico para encerramento do apêndice auricular esquerdo é uma cirurgia que utiliza técnicas minimamente invasivas para fechar a entrada desta pequena bolsa, em pacientes portadores de Fibrilhação Auricular.

As arritmias cardíacas são distúrbios dos batimentos cardíacos, ocasionados pelo surgimento de um ou mais pontos que disparam impulsos elétricos aleatórios e que fazem os músculos auriculares se contraírem. Com as contrações, o sangue não é bombeado de forma eficaz para o ventrículo e acaba ficando preso no apêndice, formando coágulos. A libertação de um ou mais coágulos na corrente sanguínea pode desenvolver trombos e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das consequências mais graves deste processo.

Além das drogas utilizadas para normalizar o ritmo cardíaco, usa-se também medicamentos anticoagulantes. Alguns pacientes podem apresentar sangramento excessivo e têm de ser submetidos a exames frequentes, além de apresentarem outras contraindicações.

O Tratamento Endoscópico para Encerramento do Apêndice Auricular Esquerdo é uma cirurgia que tem por objetivo fechar a entrada da aurícula, impedindo assim o fluxo sanguíneo para esta região e a formação de coágulos.

O acesso à aurícula é feito por três pequenas incisões entre as costelas. É feita uma insuflação com CO2 e um grampo (clipe) de poliéster é colocado na entrada do apêndice, o chamado Atriclip® fechando totalmente a passagem. O procedimento é inteiramente acompanhado pela realização de sucessivos ecocardiogramas transesofágicos, que verificam a forma, funcionamento e fecho do apêndice e ainda certificam a inexistência de escapes de sangue ao final da intervenção cirúrgica.

Este procedimento tem obtido grande sucesso no tratamento da Fibrilhação Auricular e por usar técnicas minimamente invasivas permite rápida recuperação ao paciente, retorno às atividades diárias em 7 dias após a intervenção. Os riscos de infeção e hemorragias são mínimos, com menos dor e sem alterações no pós-operatório.

O paciente não precisa tomar mais medicamentos anticoagulantes e consequentemente não precisa submeter-se mais a exames periódicos para verificação do Tempo de Protombina (TP), o que garante mais liberdade para praticar atividades físicas, garantindo assim um ganho significativo em sua qualidade de vida.

Aneurisma deaorta

O aneurisma da aorta ascendente é uma dilatação que ocorre na parede desta artéria, causado por diferentes fatores como formação de placas ateroscleróticas, consequência de colesterol alto, hipertensão arterial, tabagismo e outras doençanos de origem genética.

A aorta é a nossa principal artéria e a sua função é distribuir sangue oxigenado para todas as outras partes do corpo através da circulação sistémica. Ela tem início no ventrículo esquerdo, passa pelo tórax e na sua parte final, no abdómen forma um arco de onde saem as artérias ilíacas direita e esquerda.

De acordo com a direção do fluxo sanguíneo, a aorta tem quatro partes: Aorta ascendente, arco aórtico, aorta torácica e aorta abdominal. A aorta ascendente tem aproximadamente 5 centímetros de comprimento e nela nascem as artérias coronárias, responsáveis pela irrigação do miocárdio. A porção seguinte é o arco aórtico, de onde partem artérias como as carótidas e outros vasos que irrigam o cérebro.

O aneurisma da aorta é uma doença silenciosa, geralmente detetada em exames de rotina como Ecocardiograma, Raio-X, Tomografia e Ressonância Magnética. O aparecimento de sintomas geralmente indica necessidade de intervenção.

Os principais sintomas de aneurisma na aorta ascendente são:

  • Falta de ar
  • Dor torácica ou lombar
  • Cansaço
  • Tosse persistente
  • ·Dificuldade para engolir (disfagia)
A cirurgia para correção do aneurisma da aorta é indicada quando a dilatação cresce e alcança mais de 5 cm de extensão. Dependendo do estado da aórtica, pode ser necessária sua substituição. Esta cirurgia é feita por cirurgiões altamente especializados, utilizando técnicas minimamente invasivas.

No início do procedimento, será feita uma mini-esternotomia com cerca de 8 centímetros de extensão, onde serão introduzidos os equipamentos para clipagem na parte anterior e posterior do aneurisma. Uma pequena câmera, que gera imagens em altíssima definição é inserida então para oferecer ampla visão ao cirurgião.

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No local da dilatação será colocada uma prótese, geralmente de dacron e serão feitas as anastomoses necessárias. Em alguns casos é preciso retirar as artérias coronárias e após os procedimentos, fazer o reimplante, a chamada operação de Bentall.

Caso a válvula aórtica apresente problemas decorrentes do aneurisma ou de degeneração, será feita a sua substituição por uma prótese mecânica ou biológica, de acordo com parâmetros como idade, presença de outras doenças e outras diretrizes médicas.

O uso da abordagem minimamente invasiva faz com que o tempo de internamento seja em média de 5 dias de estadia hospitalar. Com menos dor e desconforto, o paciente pode retornar as suas atividades diárias em pouco tempo.

A presença de um aneurisma na aorta ascendente traz alterações significativas na vida de uma pessoa, como restrições de atividades aeróbicas mais intensas, levantamento de pesos e uso de vários medicamentos de controle. Após a cirurgia e o período de adaptação, estará livre para praticar mais atividades, respirará melhor, não experimentará mais a dor torácica e voltará a ter qualidade de vida.

Cirurgia cardíaca pediátricaminimamente invasiva

A Cirurgia Pediátrica é uma das especialidades médicas que exigem mais dedicação e especialização por parte de médicos e corpo de enfermagem. Além das habilidades técnicas e conhecimentos necessários para cuidar dos pequenos, é preciso ter empatia, sensibilidade e humanidade para lidar com os pais e familiares, conciliando tratamento e relacionamento em situações difíceis.

As doenças congénitas são responsáveis pela maioria dos procedimentos cardiológicos realizados em crianças. Em algumas situações, as cirurgias são realizadas em caráter emergente para intervir em quadros complexos que colocam em risco a vida dos pequenos. Além de ter uma sólida formação e domínio das técnicas cirúrgicas, o cirurgião cardíaco pediátrico deve ter também amplo conhecimento das mais variadas abordagens terapêuticas cabíveis e disponibilizar a melhor solução num curto espaço de tempo.

A abordagem minimamente invasiva na Cirurgia Pediátrica possibilita encontrar soluções que corrijam objetivamente estas condições, com incisões pequenas e que permitam que os pequenos pacientes cresçam saudáveis, tenham uma vida normal e plena, quase sem cicatrizes, que acabam se tornando lembranças vividas de um período delicado tanto para eles como para toda sua família.

Os nossos especialistas estão em constante processo de aperfeiçoamento e atualização, procurando sempre por inovações em abordagens cirúrgicas, terapêuticas e equipamentos que façam a diferença em momentos críticos, quando minutos podem fazer toda a diferença. Procuramos sempre oferecer o que há de melhor para nossos pacientes, garantindo assim que tenham a melhor qualidade de vida. Entre os principais pro-cedimentos realizados por nossa equipa, destacamos:

Cirurgia para correção da Comunicação Interauricular (CIA)
Cirurgia para correção da Comunicação Interventricular (CIV)
Cirurgia para correção da Coartação da Aorta (CoA)
Cirurgia valvular mitral e aórtica

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ComunicaçãoInterauricular

A Comunicação Interauricular (CIA) é uma má-formação congénita em que se observa a presença de um pequeno orifício entre a aurícula direita e esquerda, que permite a passagem de sangue entre estas duas regiões. Normalmente esta abertura fecha-se espontaneamente até aos dois anos de idade.
O diagnóstico é feito durante a consulta, quando na auscultação do coração o médico ouve um ruído característico, também chamado de murmúrio ou sopro. A confirmação é feita após a realização de exames como o eletrocardiograma, ecocardiograma e Raio-X.

As crianças geralmente não apresentam sintomas, mas se a passagem for grande, há risco de desenvolvimento de hipertensão pulmonar e de formação de coágulos sanguíneos, que tem consequências terríveis quando são libertados na corrente sanguínea.

As manifestações geralmente surgirão na fase adulta, a partir dos 30 anos e se não for feito o fecho da CIA, haverá comprometimento da esperança de vida por Insuficiência Cardíaca ou complicações geradas pela presença de obstruções por coágulos, como por exemplo o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Os principais sintomas da Comunicação Interauricular são:

  • Suor nas pernas, abdómen e pés
  • Fôlego curto, principalmente durante exercícios
  • Palpitações
  • Fibrilhação Auricular

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O tratamento indicado é o cirúrgico e recomenda-se que seja feito ainda na infância, evitando assim as complicações na fase de crescimento e vida adulta. Para casos em que o tamanho da abertura varia entre pequeno e médio, o desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas e de próteses para o fecho da comunicação, revolucionou a forma como essa cirurgia pediátrica é feita.

Um fino cateter é introduzido na artéria femoral, próximo à virilha da criança e será guiado até a região auricular. O cardiologista de intervenção terá ampla visão de todas as etapas do procedimento através de grandes monitores presentes no bloco operatório. Um segundo cateter será introduzido com uma prótese acoplada na sua extremidade, que será posicionada e solta sobre a abertura, para que esta seja ocluída.

Após a cirurgia, na etapa de cicatrização, tecido fibroso recobrirá a prótese, evitando assim possíveis vazamentos. A criança passará por exames cardiológicos de avaliação periodicamente e depois as visitas ao médico cardiologista serão anuais.

O período de internamento é pequeno e a cicatriz é mínima, reduzindo assim o risco de infeções. A criança terá um desenvolvimento normal, poderá praticar atividades físicas de acordo com as indicações médicas e não apresentará as complicações que este problema ocasiona em adultos, tendo assim vida plena e repleta de qualidade.

Comunicaçãointerventricular

A Comunicação Interventricular ou CIV é uma má-formação congénita em que se observa uma abertura na parede do septo, que divide o ventrículo esquerdo e direito no coração. O ventrículo direito bombeia o sangue para os pulmões, através da artéria pulmonar. O ventrículo esquerdo bombeia sangue oxigenado para o corpo, através da artéria aorta. Quando existe esta passagem ou comunicação, o sangue oxigenado é misturado ao sangue sem oxigênio, fazendo com que o coração trabalhe mais para suprir a necessidade de oxigénio dos outros órgãos e tecidos.

Em alguns casos, esta comunicação pode fechar-se espontaneamente até aos dois anos de idade. Quando isto não acontece, o coração faz um esforço extra para suprir a necessidade do corpo de sangue oxigenado. Este esforço pode provocar crescimento do coração e complicações pulmonares.

A deteção da Comunicação Interventricular é feita num consultório médico, durante a auscultação do coração, quando o médico percebe um murmúrio ou sopro. A confirmação do diagnóstico é feita por exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e Raio-X. Exames como tomografia ou ressonância magnética do coração são necessários para determinar o tamanho e exata localização da abertura.

Quando a abertura é pequena, o paciente muitas vezes é assintomático.

Quando o orifício é maior, os principais sintomas da Comunicação Interventricular são:

  • Dificuldade em ganhar peso
  • Dificuldade em engolir
  • Falta de ar
  • Perda de fôlego nas crises de choro
  • Infeções respiratórias recorrentes

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A dificuldade em ganhar peso e crescer que muitas crianças enfrentam ocasionadas pela CIV podem gerar sequelas permanentes. Outra consequência perigosa é a Endocardite bacteriana, que é a infeção dos tecidos mais profundos do coração.

A correção da Comunicação Interventricular é feita por cirurgia e a recomendação é que a intervenção seja feita ainda na infância, evitando assim complicações futuras. As técnicas minimamente invasivas permitem que a incisão para a cirurgia tenha no máximo 8 cm de extensão em substituição a cicatriz profunda que a cirurgia tradicional deixa.

Pela incisão é inserido um fino cateter que será guiado até a região ventricular. O cardiologista de intervenção terá ampla visão de todas as etapas do procedimento através de grandes monitores presentes no bloco operatório. Um segundo cateter será introduzido com uma prótese acoplada em sua extremidade, que será posicionada e solta sobre a abertura, para que esta seja ocluída.

Esta prótese tem uma capacidade auto-expansiva e fechará o orifício. Após a cirurgia, na etapa de cicatrização, será recoberta por tecido fibroso, evitando assim possíveis vazamentos. A criança passará por exames cardiológicos de avaliação periodicamente e depois as visitas ao médico cardiologista serão anuais.

O período de internamento é pequeno e a incisão é mínima, diminuindo assim os riscos de infeção. A criança poderá alimentar-se normalmente e seu desenvolvimento será normal. De acordo com indicações médicas, poderá praticar atividades físicas. Livre dos riscos e complicações, poderá aproveitar a vida plenamente.

Coartação daAorta

A Coartação da Aorta (CoA) é um grave problema congénito que causa um estreitamento nesta artéria. Geralmente essa má-formação aparece concomitantemente a outros problemas congénitos, como Comunicação Interauricular, Comunicação Interventricular e problemas nas válvulas aórtica e mitral.

A aorta é nossa principal artéria e a sua função primária é distribuir sangue oxigenado todos os órgãos do corpo. O estreitamento reduzirá o fluxo de sangue para a parte inferior do corpo. O coração precisará bater com mais força para bombear sangue através deste canal. Quando os bebés apresentam CoA severa, os sinais de que algo está errado aparecem logo após o nascimento.

Os principais sintomas de Coartação da Aorta são:

  • Irritabilidade
  • Pressão arterial mais baixa nas pernas
  • Pressão arterial mais alta dos braços
  • Palidez
  • Dificuldades para mamar
  • Respiração rápida
O diagnóstico é feito através da identificação de um murmúrio ou sopro durante a auscultação do coração, causado pelo fluxo turbulento de sangue, e por alterações nos batimentos cardíacos. A confirmação da CoA é feita através de ecocardiograma e uma Angiotomografia do coração pode ser necessária.

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A intervenção cirúrgica é necessária para restabelecer o fluxo sanguíneo e impedir o agravamento do quadro, que poderá evoluir para Insuficiência Cardíaca. Para corrigir este estreitamento, será feita uma Angioplastia com balão e colocação de um stent, que é uma prótese, feita de metal e que a sua principal função é dilatar os vasos obstruídos.

O procedimento será feito em centros de hemodinâmica e um fino cateter será introduzido através de uma pequena incisão feita na artéria femoral. Este cateter avançará até ao início da aorta descendente e será insuflado, causando assim uma dilatação. Para manter esta expansão, será colocado um stent. O fluxo sanguíneo será restabelecido imediatamente, sem necessidade de uma intervenção maior e o risco de endocardites bacterianas é afastado.

A Angioplastia para correção da Coartação da Aorta é um procedimento consagrado e seguro, realizado com sucesso há mais de 20 anos em todos os centros cardiológicos de referência internacionais.

Quando não é possível o tratamento por cateter é necessário o tratamento cirúrgico, sendo realizada uma resseção da parte da aorta estreita e substituída por uma prótese ou mesmo pela sutura dos topos da artéria aorta.

A cicatriz é mínima, o resultado é imediato e a circulação sanguínea para órgãos e membros inferiores é restabelecida. Algumas crianças ficam internadas durante 24 horas, para observação e depois terão alta hospitalar. O tempo de internamento é pequeno, a cicatriz é mínima, o paciente poderá alimentar-se normalmente, garantindo assim o seu desenvolvimento, sem sequelas e com qualidade de vida.

Válvulas mecânicas versusválvulas biológicas

A esperança de vida da população mundial aumentou nas últimas décadas. Este crescimento deve-se à melhor alimentação, acesso à saúde e prevenção através de vacinas e à pesquisa e desenvolvimento de medicamentos que impedem a evolução de doenças que eram fatais. Se antes as doenças valvulares eram causadas principalmente por doenças reumáticas, hoje constatamos que a degeneração é o motivo preponderante e é uma consequência inerente ao processo de envelhecimento da população.

A cirurgia de substituição de válvulas defeituosas também evoluiu. Atualmente, a troca das válvulas mitral e aórtica é realizada através de procedimentos minimamente invasivos, feitos a partir de incisões de poucos centímetros, que proporcionam rápida recuperação, diminuem a possibilidade de intercorrências, minimizam os riscos de hemorragias e infeções. Há dois tipos de válvulas cardíacas que são usadas nas cirurgias de substituição:

  • Mecânicas: Feitas de titânio ou carbono.
  • Biológicas: Feitas de tecidos humanos, do pericárdio bovino, porcinos e equinos.
A escolha do tipo de válvula a ser usado obedece a critérios médicos, particularidades do quadro do paciente e diretrizes feitas a partir de estudos estatísticos e científicos de grandes associações médicas especializadas, como a Sociedade Europeia de Cardiologia e a American College of Cardiology. Mesmo assim, este tema ainda é objeto de polémica entre médicos e pacientes.

De acordo com a Sociedade Europeia de Cardiologia, a idade, esperança de vida e tipo de válvula, determinarão a escolha entre biológica e mecânica. A Sociedade preconiza a adoção das seguintes diretrizes:

  • Uso de válvulas mecânicas:
  • 1. Substituição da Válvula aórtica: Pacientes jovens e adultos até de 60 anos.
  • 2. Substituição da Válvula Mitral: Pacientes jovens e adultos até 65 anos.

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  • Uso de válvulas biológicas:
  • 1. Substituição da Válvula aórtica: Pacientes com idade igual ou superior a 61 anos.
  • 2. Substituição da Válvula Mitral: Pacientes com idade igual ou superior a 66 anos
Essas indicações levam em conta as peculiaridades dos tipos de válvulas e tratamentos concomitantes. Cada tipo de válvula apresenta vantagens e desvantagens, a saber:

  • Vantagens das válvulas mecânicas: São mais duráveis e não necessitam de uma segunda cirurgia para troca
  • Desvantagens: É preciso tomar anticoagulantes por toda a vida e realizar exames de sangue periódicos para acompanhar o nível de coagulação
  • Vantagens das válvulas biológicas: Não é preciso utilizar nenhuma medicação acessória
  • Desvantagens: Durabilidade menor e possibilidade de realização de segunda cirurgia para troca, após 15 - 20 anos de uso.
Da mesma forma que as técnicas cirúrgicas evoluíram, o desenho, técnica e materiais das válvulas mecânicas também avançou. O avanço na pesquisa de novos materiais e tecidos sintéticos poderá revolucionar também a confecção de próteses. O importante é seguir as orientações de seu médico para que tenha a melhor qualidade de vida.

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